Fonte: Agrolink
Na B3, os contratos futuros encerraram de forma mista.
O mercado de milho voltou a operar sob pressão, em um cenário marcado por aumento nas estimativas de oferta, liquidez limitada nos estados e compradores ainda cautelosos nas negociações. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 fechou novamente em baixa nesta quinta-feira, influenciada pela pressão de Chicago, pelo dólar abaixo de R$ 5,00 e pela revisão positiva das safras no Brasil e na Argentina.
A Conab elevou a projeção da safra brasileira de 139,57 milhões para 140,17 milhões de toneladas, mantendo a estimativa de exportação em 46,50 milhões de toneladas. Na Argentina, o aumento foi mais expressivo, com acréscimo de 1 milhão de toneladas e produção estimada em 68 milhões de toneladas, volume 30% superior ao recorde anterior, ampliando a concorrência e a disponibilidade regional.
Na B3, os contratos futuros encerraram de forma mista. Maio de 2026 fechou a R$ 65,22, com baixa diária de R$ 0,01 e queda semanal de R$ 0,80. Julho de 2026 terminou a R$ 67,02, recuo de R$ 0,08 no dia e de R$ 0,37 na semana. Setembro de 2026 ficou em R$ 69,94, com baixa diária de R$ 0,26 e alta semanal de R$ 0,48.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 94% da área, enquanto a média estadual ficou em R$ 58,08 por saca, leve queda semanal de 0,07%. A menor pressão de venda e reposições pontuais sustentam os preços, mas a comercialização segue lenta. Em Santa Catarina, as indicações permanecem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65,00, mantendo o mercado travado.
No Paraná, a expectativa de uma safrinha robusta mantém compradores retraídos, com indicações perto de R$ 65,00 por saca e demanda ao redor de R$ 60,00 CIF. Em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta pressionou as cotações, que variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, com liquidez reduzida e negócios concentrados em necessidades imediatas.