Ocorrência de mancha aureolada em cafeeiros na região de Ervália, Zona da Mata de Minas.

Fonte: Café Point

Enfermidade ataca plantas de café no campo e as mudas em viveiros, provocando lesões em folhas e nos ramos que resultam em necrose e morte dos tecidos.

Foi constatada e aqui relatada, pela primeira vez, a ocorrência da doença mancha aureolada em lavouras de café da região de Ervália, em Minas Gerais. 

A mancha aureolada é uma doença em cafeeiros causada pelo ataque da bactéria Pseudomonas seringae pv garcae. A enfermidade ataca plantas de café no campo e as mudas em viveiros, provocando lesões em folhas e nos ramos que resultam em necrose e morte dos tecidos, reduzindo a área fotossintética na folhagem e secando a ramagem.

As condições favoráveis ao ataque da mancha aureolada são as temperaturas baixas e a alta umidade, que ocorrem em regiões de altitudes mais elevadas e em períodos de chuvas finas. Áreas sujeitas a ventos frios também facilitam a disseminação e infecção pela bactéria. 

No passado, o ataque da bacteriose era restrito às regiões cafeeiras mais ao Sul, nos estados do Paraná e em São Paulo. Depois, com o uso de zonas de maiores altitudes para o plantio de café, no Triângulo e Sul de Minas, a doença passou a atacar também essas regiões, principalmente em áreas com altitudes acima de 900-1000 m. 

Na Zona da Mata de Minas, mais ao norte, e com cafezais em altitudes na faixa de 500- 900 m, a doença não vinha ocorrendo. Um foco foi relatado, em anos anteriores, em zona muito alta, de mais de 1200 m, no Caparaó, divisa de Minas com Espírito Santo. 

A constatação agora realizada abrange uma nova condição, em altitudes mais baixas, na faixa de 800-900 m, na região de Ervália. Em julho deste ano, a doença foi observada em uma lavoura de café adulta, da variedade catuaí, que mostrava sintomas típicos de lesões na folhagem. A altitude da área era de 870 m e a lavoura se situava no topo de montanha, bastante sujeita a ventos frios. Em dois anos anteriores já haviam sido observados focos da doença, também em outras lavouras da região, sempre nestas áreas mais frias e úmidas, e tinham sido mantidas sob controle. 

Na observação atual não foram verificados sintomas em ramos, talvez por serem condições não tão propícias à doença como nas regiões tradicionais de sua ocorrência. 

A presente nota técnica tem por objetivo relatar as condições de ocorrência da mancha aureolada, agora em altitudes um pouco mais baixas, e alertar aos técnicos e produtores para passarem a monitorar e manejar essa nova doença que ocorre na região.

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