Ministério declara emergência por doença em lavouras de mandioca no Amapá e Pará

Vassoura-de-bruxa foi identificada em plantações de terras indígenas

O Ministério da Agricultura declarou estado de emergência fitossanitária no Amapá e no Pará pelo prazo de um ano para o surto de Rhizoctonia theobromae. Essa é uma praga quarentenária presente, causadora de um fungo conhecido como vassoura-de-bruxa em plantações de mandioca.

As diretrizes e medidas a serem adotadas ainda serão indicadas pela Pasta. A praga foi identificada pela primeira vez em agosto do ano passado no norte do Amapá.

O combate à doença foi discutido nesta quarta-feira (29/1) em reunião entre os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A preocupação é, principalmente, com o plantio de mandioca por indígenas da região Norte do país.

Plantas de mandioca afetadas pela doença ficam com ramos secos e deformados, com dificuldade de crescimento e proliferação de brotos fracos e finos nos caules.

Com a evolução da doença, é comum a ocorrência de clorose, murcha e seca das folhas, morte apical e morte descendente das plantas.

Em 2024, a praga foi constatada pelos técnicos da Embrapa Amapá nos plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque, município do Estado, localizado na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa.

O governo diz que a presença da praga representa risco de redução significativa na produtividade dos mandiocais.

A dispersão da doença pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de poda, além de possível movimentação de solo e água.

Segundo Nota Técnica da Embrapa, a movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas.

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