Mercados agrícolas iniciam semana com ajustes e cautela.

Fonte: Agrolink

A soja iniciou a semana em alta na Bolsa de Chicago.

Os mercados agrícolas iniciaram a semana com movimentações moderadas, refletindo ajustes técnicos, fatores climáticos e sinais mistos de demanda e oferta nas principais commodities. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura desta segunda-feira indica um cenário de cautela nos mercados internacionais e pressão nos preços internos brasileiros.

No trigo, as cotações em Chicago operam com leves oscilações após acumularem ganhos superiores a 2% na semana anterior, abrindo espaço para realização de lucros. O suporte aos preços vem da onda de frio que atinge grande parte dos Estados Unidos, colocando à prova a proteção oferecida pela cobertura de neve sobre as lavouras de trigo de inverno. A taxa de câmbio entre dólar e euro, próxima de 1,185, também favorece as exportações norte-americanas e contribui para um viés mais positivo nos fundamentos. No mercado físico, o Paraná registra leve recuo diário, enquanto o Rio Grande do Sul apresenta estabilidade no dia e alta no acumulado mensal.

A soja iniciou a semana em alta na Bolsa de Chicago, mesmo sob temperaturas extremamente baixas. O movimento é sustentado pela onda de calor e pela escassez hídrica em áreas produtoras da Argentina, além do apoio do óleo de soja diante da perspectiva positiva para a demanda por biodiesel nos Estados Unidos. Por outro lado, o avanço da safra recorde brasileira limita novos ganhos. No Brasil, os preços recuaram pressionados pela queda do dólar frente ao real e pela expectativa de ampla oferta, o que reduziu a competitividade externa e os prêmios de exportação.

Já o milho apresenta leve queda em Chicago, influenciado por incertezas políticas nos Estados Unidos relacionadas ao uso do E-15. A falta de umidade na Argentina e o bom ritmo das exportações norte-americanas ajudam a conter perdas mais acentuadas. No Brasil, o etanol de milho segue como fator estrutural de sustentação, com investimentos que impulsionaram a produção para 6,9 bilhões de litros, enquanto os custos de produção nos EUA superam os preços de mercado pela primeira vez em 15 anos.

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