Mercados agrícolas começam o dia em alta

Fonte: Agrolink

A soja também apresenta avanço em Chicago.

Os mercados agrícolas iniciam o dia com valorização nos principais contratos negociados internacionalmente, em meio a um cenário de tensões geopolíticas, movimentações no comércio global e expectativa em relação à oferta e à demanda de grãos. Levantamento divulgado pela TF Agroeconômica aponta que trigosoja e milho operam em alta nas bolsas internacionais nesta sexta-feira.

No mercado do trigo, os contratos em Chicago registram ganhos com compras de investidores diante do aumento das tensões no Oriente Médio após a guerra declarada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e ações militares na região. A área é considerada uma das importantes produtoras mundiais do cereal, o que amplia a preocupação do mercado com possíveis impactos na oferta global. Além disso, o conflito na região do Mar Negro segue sem avanços significativos em direção a um acordo, mantendo o ambiente de incerteza. A valorização recente do dólar frente ao euro também é monitorada por operadores, já que tende a reduzir a competitividade das exportações americanas, embora até agora não tenha alterado a direção dos preços.

A soja também apresenta avanço em Chicago, acompanhada pela valorização do farelo e do óleo. O mercado acompanha movimentações no comércio internacional, como a compra de quatro carregamentos de soja brasileira pela China para entrega em março de 2027. Ao mesmo tempo, estimativas privadas indicam produção brasileira entre 182,4 e 183,1 milhões de toneladas. O cenário global também reflete impactos da crise no Oriente Médio, que já afeta rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, além de influenciar os mercados financeiros, com fortalecimento do dólar e maior aversão ao risco.

No milho, os contratos também sobem em Chicago, sustentados pelos preços elevados do petróleo e pelo forte ritmo das exportações dos Estados Unidos. Dados do USDA mostram embarques acumulados de 64,98 milhões de toneladas, o equivalente a 77,52 por cento da meta projetada para a safra 2025/2026, um nível considerado recorde. Ao mesmo tempo, produtores americanos acompanham com atenção a alta nos custos de insumos como a ureia, fator que pode influenciar decisões de plantio para a próxima temporada.

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