Fonte: Agrolink
A soja também opera firme.
Os mercados agrícolas iniciam o dia com viés positivo, em meio à atenção ao clima nos Estados Unidos, às tensões geopolíticas e à expectativa por novos dados de oferta e demanda. Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho encontram suporte em fatores distintos, enquanto os investidores avaliam os próximos movimentos de preços.
Em Chicago, o trigo abriu em alta após o feriado do Dia do Trabalho, mas sem recuperar todas as perdas da semana anterior. O foco segue no Mar Negro, onde os ataques à infraestrutura portuária da Ucrânia mantêm riscos para a oferta exportável. As conversas entre Rússia e Ucrânia ainda não indicam avanço capaz de normalizar o comércio. O trigo SRW voltou a mostrar volatilidade, estabilizando-se abaixo de US$ 7,50 por bushel. Nos EUA, a colheita do trigo de primavera chegou a 86%, enquanto o plantio do trigo de inverno alcançou 2%.
A soja também opera firme, com os contratos subindo entre 2,75 e 3,75 pontos. Novembro gira em torno de US$ 13,20 por bushel e março, a US$ 13,46. O mercado aguarda o relatório mensal do USDA, previsto para sexta-feira, dia 11, e acompanha os efeitos do calor e da falta de umidade sobre a produtividade da safra 2026/27. A alta do milho, farelo, óleo de soja e trigo ajuda a sustentar as cotações, assim como o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril.
No milho, a colheita americana chegou a 5% da área. Resultados de campo abaixo das expectativas ampliaram as dúvidas sobre a produtividade, enquanto 56% das lavouras estão classificadas entre boas e excelentes. Nos indicadores, o dólar futuro recua 0,87%, a R$ 5,1135, o Brent sobe 1,13%, a US$ 100,49, e o Índice Dólar cai 0,07%.