Fonte: Canal Rural
O mercado físico do boi gordo apresentou forte volatilidade nos preços ao longo da última semana. A instabilidade está relacionada ao cenário internacional, especialmente ao conflito no Oriente Médio, que tem gerado cautela entre frigoríficos e agentes do setor pecuário.
De acordo com o analista Fernando Iglesias, as indústrias frigoríficas do estado de São Paulo passaram a adotar estratégias mais cautelosas nas negociações. Em alguns momentos, os frigoríficos ofertaram valores mais elevados para garantir a reposição de estoques, enquanto em outros recuaram nas propostas, tentando pressionar o mercado para níveis mais baixos.
Essa alternância nas estratégias de compra contribuiu para o aumento da volatilidade nas cotações do boi gordo. A movimentação reflete o cenário de incerteza global, que influencia diretamente o comércio internacional de proteínas animais.
Em outros estados, como o Mato Grosso do Sul, as indústrias seguem tentando adquirir animais para abate em patamares mais baixos de preço. O movimento indica um mercado ainda cauteloso, com frigoríficos avaliando a demanda e os impactos do cenário internacional sobre as exportações e o consumo.
Apesar das oscilações no mercado interno, o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina continua positivo. Em março, as vendas externas de carne bovina fresca do Brasil geraram receita de US$ 341,193 milhões, com média diária de US$ 68,238 milhões.
O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5.687,80, indicando manutenção de bons níveis de valorização no mercado internacional. O resultado reforça a importância das exportações para o setor pecuário brasileiro, que segue como um dos principais fornecedores de carne bovina para diversos países.