Fonte: Agrolink
Frigoríficos aguardam reação da demanda.
O mercado do boi gordo iniciou esta terça-feira (13) com baixo volume de negociações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O cenário refletiu a cautela das indústrias frigoríficas, que aguardaram uma definição sobre o ritmo de escoamento da carne bovina no mercado interno antes de intensificar as compras.
De acordo com a consultoria, parte dos frigoríficos tentou negociar a arroba abaixo dos preços de referência, mas encontrou resistência por parte dos pecuaristas, que evitaram fechar negócios nesses valores. “Houve tentativas de negociar abaixo dos preços de referência, mas os vendedores estiveram resistentes à comercialização nesses patamares”, informou a Scot Consultoria.
Entre as categorias acompanhadas, apenas a cotação do “boi China” apresentou alteração, com recuo de R$ 2,00 por arroba. Segundo a análise, a queda foi motivada pelo mercado especulado. Para as demais categorias, os preços permaneceram estáveis.
Ainda conforme o levantamento, as escalas de abate atenderam, em média, a seis dias, indicando que as indústrias continuam operando com programação considerada confortável.
No Pará, o mercado apresentou equilíbrio entre oferta e demanda. A Scot Consultoria destacou que os pecuaristas mantiveram postura retraída nas vendas, enquanto a demanda permaneceu lenta em razão do ritmo moderado de comercialização da carne bovina.
A única variação de preço no estado foi registrada na praça de Redenção, onde a cotação do boi gordo avançou R$ 3,00 por arroba. Nas regiões de Marabá e Paragominas, os preços permaneceram inalterados.
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em alta. Segundo dados compilados pela Scot Consultoria, até a segunda semana de julho foram embarcadas 104,6 mil toneladas, com média diária de 13 mil toneladas, volume 8,7% superior ao registrado no mesmo período de julho de 2025.
Além do avanço nos embarques, o preço médio da tonelada exportada alcançou US$ 6,3 mil, alta de 15% na comparação anual, reforçando o bom desempenho da carne bovina brasileira no mercado internacional.