Mercado de milho inicia ano com baixa liquidez.

Fonte: Agrolink

Em Santa Catarina, o mercado segue travado.

O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul inicia o ano com baixa liquidez, preços regionalizados e avanço da colheita, em um cenário influenciado pelo clima e pela postura cautelosa de compradores e produtores. Levantamento da TF Agroeconômica, com base em dados de Emater, Epagri e DERAL, indica que as negociações seguem pontuais e o ambiente permanece defensivo.

No Rio Grande do Sul, as indicações no mercado spot variam entre R$ 57,00 e R$ 79,00 por saca, conforme a região. O preço médio estadual recuou 2,24%, passando de R$ 60,70 para R$ 59,34 por saca, segundo a Emater. A colheita alcança 50% da área, favorecida pelo tempo seco, com produtividade inicial projetada em 7.370 quilos por hectare. Há variabilidade nas lavouras devido à restrição hídrica e às altas temperaturas nas fases críticas. A incidência de cigarrinha-do-milho aumentou, assim como registros pontuais de lagarta-do-cartucho. Na silagem, 51% da área foi colhida, com parte das áreas de grãos sendo redirecionadas diante do estresse hídrico.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado. As pedidas giram em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores ofertam cerca de R$ 65,00. A Epagri aponta redução superior a 40% na população de cigarrinhas, mas mantém o alerta para a presença de patógenos.

No Paraná, as indicações de venda estão próximas de R$ 70,00 por saca, com compradores ao redor de R$ 60,00 CIF. A colheita da primeira safra atinge 18% da área, com 94% das lavouras em boas condições, conforme o DERAL. No Mato Grosso do Sul, os preços recuaram para a faixa de R$ 53,00 a R$ 54,00 por saca, pressionados pela maior oferta, mesmo com a atuação do setor de bioenergia.

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