Fonte: Agrolink
Soja e algodão impulsionam vendas externas.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou nesta segunda-feira (20) os dados da Balança Comercial referentes à terceira semana de julho de 2026. Os números mostram avanço das exportações brasileiras e aumento do superávit comercial na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo o MDIC, até a terceira semana de julho as exportações cresceram 6,7% em relação a julho de 2025 e somaram US$ 19,38 bilhões. As importações avançaram 1,6%, alcançando US$ 14,43 bilhões. Com esse desempenho, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,95 bilhões, alta de 25,2%, enquanto a corrente de comércio aumentou 4,5%, chegando a US$ 33,82 bilhões.
No acumulado de janeiro até a terceira semana de julho, o MDIC informou que as exportações totalizaram US$ 204,16 bilhões, crescimento de 10,8% frente ao mesmo intervalo de 2025. As importações somaram US$ 156,85 bilhões, avanço de 4,9%. Como resultado, o superávit comercial atingiu US$ 47,31 bilhões, expansão de 36,7%, e a corrente de comércio alcançou US$ 361 bilhões, com alta de 8,2%.
Na análise setorial das exportações de julho, o MDIC apontou crescimento de 6,5% na agropecuária, que somou US$ 4,31 bilhões, de 17,2% na indústria extrativa, com US$ 4,92 bilhões, e de 1,4% na indústria de transformação, que atingiu US$ 9,99 bilhões.
O ministério destacou que o avanço das vendas externas foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de tabaco em bruto, soja e algodão em bruto na agropecuária. Na indústria extrativa, cresceram as vendas de outros minerais em bruto, minérios de níquel e petróleo bruto. Já na indústria de transformação, os destaques foram carnes de aves, farelos de soja e óleos combustíveis de petróleo.
Apesar do resultado positivo, alguns produtos registraram queda nas exportações. O MDIC apontou recuos nas vendas de milho não moído, frutas e nozes frescas ou secas e café não torrado no segmento agropecuário. Na indústria extrativa, diminuíram os embarques de pedra, areia e cascalho, minério de Ferro e minério de Cobre. Na indústria de transformação, as quedas atingiram açúcar, veículos automóveis de passageiros e aeronaves e equipamentos relacionados.
No lado das importações, o ministério informou que houve queda de 16,3% na agropecuária, que somou US$ 240 milhões, enquanto a indústria extrativa cresceu 37,7%, para US$ 780 milhões, e a indústria de transformação avançou 0,4%, alcançando US$ 13,33 bilhões.
O crescimento das importações foi influenciado pelo aumento das compras de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, cevada e produtos hortícolas na agropecuária. Na indústria extrativa, avançaram as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base, petróleo bruto e gás natural. Na indústria de transformação, cresceram as compras de óleos combustíveis, máquinas de processamento automático de dados e componentes eletrônicos, como válvulas, diodos e transistores.
Por outro lado, o MDIC registrou redução nas importações de trigo e centeio, soja e borracha natural no segmento agropecuário. Na indústria extrativa, caíram as compras de pirites de Ferro, carvão e linhita e turfa. Já na indústria de transformação, houve retração nas importações de medicamentos, defensivos agrícolas e motores e máquinas não elétricos.