Enchentes impactam a produção de alimentos do RS.

Inundações estragaram lavouras, interromperam trabalhos e comprometeram transporte.

As recentes enchentes que atingiram o estado do Rio Grande do Sul estão gerando preocupações significativas no setor agrícola, com impactos que se estendem além das fronteiras do estado. Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, oferece insights importantes sobre as consequências dessas adversidades.

No que diz respeito à produção de soja, o Rio Grande do Sul, como o segundo maior estado produtor do Brasil, enfrenta desafios significativos. Com 70% da área total já colhida, as inundações interromperam os trabalhos, deixando aproximadamente 2 milhões de hectares e 6,5 milhões de toneladas de soja em risco. Essa porção não colhida representa cerca de 5% da safra nacional estimada, influenciando diretamente as cotações futuras, que devem permanecer elevadas.

O cenário não é diferente para o arroz, cultura de extrema importância para o Rio Grande do Sul. Com 78% da área de arroz da safra 2023/2024 já colhida, os 22% restantes, equivalente a cerca de 200 mil hectares e 1,6 milhão de toneladas, estão sob ameaça. Essa parcela representativa em termos de volume pode gerar um déficit no suprimento nacional do grão em 2024, conforme alerta Cogo.

A situação também é delicada para a colheita de milho. Com a paralisação da colheita da safra de verão devido ao excesso de chuvas, aproximadamente 83% da área cultivada foi afetada. Os 27% não colhidos representam 220 mil hectares e 1,4 milhão de toneladas, colocando em risco cerca de 6% da safra nacional estimada.

Além dos desafios enfrentados pelos produtores de grãos, a cadeia produtiva de carnes também é afetada pelas enchentes. Os bloqueios nas estradas dificultam o acesso a rações e o transporte de animais e insumos, comprometendo a programação de abates nos frigoríficos.

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