Depois de alta histórica, mercado de cacau tenta segurar preço em Nova York

Café sobe nesta manhã, enquanto açúcar e algodão operam em baixa

O mercado de cacau está em ebulição. Os contratos futuros na bolsa de Nova York dispararam 7% na véspera e agora operam com leve queda, de 0,24%, com os lotes de março cotados a US$ 12.535 a tonelada.

O valor ultrapassa limites históricos, refletindo uma combinação de fatores climáticos adversos, desafios logísticos e estoques globais apertados. “Se os padrões climáticos persistirem, os preços podem atingir novos recordes até o final do ano”, destaca um relatório da Bloomberg.

Além disso, a demanda robusta por chocolate na Europa e nos Estados Unidos mantém o mercado aquecido. Segundo analistas da consultoria Trading Economics, o cacau ainda possui espaço para valorização antes que o mercado alcance um ponto de equilíbrio.

Movimento semelhante acontece com o preço do café arábica que, nesta quinta-feira (19/12), sobe 0,89% na bolsa americana, com os papéis para março precificados a US$ 3,3620 a libra-peso.

Não há mudanças nos fundamentos de mercado e investidores seguem atentos a qualquer dinâmica nas lavouras, já que há chuvas previstas para as regiões cafeeiras do Brasil e Vietnã, o que pode travar, ao menos um pouco, as fortes altas. Entretanto, a volatilidade está longe de acabar.

Já açúcar e algodão iniciam o pregão no campo negativo. Os lotes de março do demerara estão custando 19,53 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,61%. As cotações dos futuros da pluma recuam 0,09%, sendo negociados a 68,02 centavos de dólar por libra-peso.

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