Café, açúcar e algodão abrem o dia com cotações em queda
Inflação climática é a resposta para aumentos acentuados nos preços dos contratos futuros do cacau na bolsa de Nova York, ao passo que influenciam em ajustes técnicos. Nesta sexta-feira (13/12), a abertura do pregão registra uma alta de 1,57% para os papéis da amêndoa com prazo para março, equivalendo a US$ 10.992 a tonelada.
Analistas repetem os motivos: seca severa que desfavoreceu o volume de produção, prejudicando a oferta global, em especial pela quebra de safra de Costa do Marfim, principal produtor.
O café, nesta manhã, registra leve queda de 0,03%. Cotados a US$ 3,2115 a libra-peso, os lotes de arábica seguem operando em patamares históricos. Indústrias do setor já indicam aumento de 20% a 40% no varejo, uma forma de repassar o que foi ou será pago pela matéria-prima.
Preocupações com o clima no Brasil, onde chuvas irregulares afetam as projeções para a safra de 2025/26, devem continuar. A demanda global também segue firme, principalmente de mercados como Estados Unidos e Europa, o que impulsiona os preços.
Os investidores estão atentos ao comportamento do dólar, já que flutuações na moeda americana podem influenciar diretamente os custos de exportação para produtores brasileiros.
Os futuros do açúcar também registram queda. Operando a 20,75 centavos de dólar por libra-peso, o recuo é de 0,67%. Reduções na produção devido a chuvas insuficientes em algumas regiões críticas alimentaram especulações de que o governo possa reduzir as exportações para preservar os estoques domésticos, todavia não influencia nas negociações na bolsa.
Os preços do algodão caem 0,90%, mesmo com a queda na demanda global, especialmente da China, devido à persistência de desafios econômicos e restrições comerciais. Os contratos mais negociados, de março do próximo ano, estão a 69,46 centavos de dólar por libra-peso.