Fonte: Agrolink
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 85% da área.
O mercado brasileiro de soja encerrou o período com movimentos distintos entre os principais estados produtores, em meio à pressão de custos, limitações logísticas e avanço da colheita em diferentes ritmos. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário combina preços portuários firmes em algumas praças, retração no interior e preocupação crescente com diesel, frete, armazenagem e insumos.
No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 85% da área, favorecida pelo tempo seco, enquanto o porto de Rio Grande subiu 0,78%, para R$ 129,00 por saca. No interior, Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa permaneceram em R$ 122,00. Apesar do avanço dos trabalhos, a produtividade média estimada em 2.871 kg por hectare esconde perdas severas em regiões atingidas por estiagem e compactação do solo, especialmente na Fronteira Noroeste e nas Missões.
Em Santa Catarina, o comportamento foi divergente. Palma Sola avançou 0,89%, para R$ 113,00, enquanto Campos Novos recuou 0,40%, a R$ 123,00 no FOB. A demanda das cadeias de suinocultura e avicultura segue dando sustentação ao mercado, ao mesmo tempo em que o vazio sanitário, definido para começar em 13 de junho na maior parte do estado, aumenta a urgência no manejo pós-colheita.
No Paraná, as cotações de balcão ficaram estáveis após quedas anteriores, com a colheita praticamente finalizada e 90% das lavouras em boas condições. O frete segue como fator de pressão, com a rota Cascavel-Paranaguá consumindo R$ 11,40 por saca. A retenção de grãos por produtores ocorre em um ambiente de déficit de armazenagem, o que torna a espera mais cara e arriscada.
Em Mato Grosso do Sul, a colheita atingiu 98,1% da área, com produção estimada em 15 milhões de toneladas. A disputa por espaço nos silos com o milho safrinha pressiona a comercialização. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída, mas os preços recuaram de forma generalizada. Sorriso ficou em R$ 102,60, enquanto Rondonópolis marcou R$ 110,40. A projeção de alta de até 15% no custo da próxima safra reforça a preocupação com margens apertadas.
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