Fonte: Agrolink
O café arábica na ICE recuou 5,9%.
O mercado internacional de commodities agrícolas encerrou os sete dias até 8 de setembro com pressão sobre importantes contratos, em meio a fatores climáticos, estoques mais elevados e mudanças nas expectativas de demanda. Segundo a TF Agroeconômica, o índice S&P GS AG recuou 3,0% na comparação semanal, com as perdas no conjunto das commodities superando os ganhos registrados no gado e nos suínos.
No período, investidores não comerciais compraram 72.720 lotes líquidos em produtos agrícolas, elevando a posição líquida comprada para 775.041 lotes, o maior nível desde março de 2022. Entre os destaques de baixa, o cacau negociado na ICE de Londres caiu 10,8% na semana, após a valorização anterior. O movimento foi pressionado pelo aumento dos estoques certificados na União Europeia e dos volumes em armazéns licenciados nos Estados Unidos, além das vendas especulativas. Os fundos venderam 3.802 lotes líquidos e passaram a uma posição vendida de 5.117 lotes, o maior saldo vendedor em 19 semanas.
O café arábica na ICE recuou 5,9%, influenciado pelas chuvas recentes e previstas no Brasil, que melhoraram as perspectivas para a safra 2027/28. O avanço dos estoques de arábica aguardando classificação pela bolsa e as vendas especulativas também pesaram sobre os preços. Os fundos venderam 4.270 lotes líquidos, reduzindo a posição comprada para 18.080 lotes.
Na CBOT, o trigo caiu 4,5% na semana. A retomada das expectativas de negociações entre Rússia e Ucrânia pressionou as cotações, enquanto o cancelamento de uma licitação de compra pela Arábia Saudita reforçou a percepção de demanda enfraquecida diante dos preços elevados. Os fundos venderam 10.392 lotes líquidos, mantendo posição comprada de 4.262 lotes.