Colheita avança e pressiona cotações do café, aponta Cepea.

Fonte: Café Point

Com avanço da colheita e desvalorização do robusta, diferença entre os preços de arábica e canéfora ultrapassa R$ 930 por saca – a maior da série histórica, segundo o Cepea.

Com o avanço da colheita da safra 2025/26, os preços do café caíram em maio, segundo análise do Cepea para o mês de maio. O arábica tipo 6, posto em São Paulo, fechou o mês com média de R$ 2.484,29/saca – queda de 1,6% em relação a abril. No acumulado de maio, o recuo foi de 10,71%, com a cotação atingindo R$ 2.335,77 no dia 30 – o menor valor desde janeiro, em termos reais.

A colheita no Sul de Minas se aproximou dos 15%, enquanto no Paraná variou entre 25% e 30%, e na Mogiana e Cerrado Mineiro, ficou entre 5% e 10%. Uma frente fria no fim de maio trouxe chuvas e baixas temperaturas, o que pode atrasar a maturação dos grãos e afetar a qualidade.

Já o canéfora teve queda mais acentuada – 18% no mês. A média foi de R$ 1.394,45/saca, 7,1% inferior à de abril. No Espírito Santo, cerca de 30% da produção já havia sido colhida até o fim de maio. No entanto, o excesso de chuvas nas principais regiões produtoras pode comprometer o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos.

O boletim destaca ainda o aumento do diferencial de preços entre arábica e robusta, que chegou a R$ 934,70/saca, o maior da série apresentada.

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