Clima e logística moldam cenário da soja no país.

Fonte: Agrolink

Em Santa Catarina, o mercado segue sustentado pelo consumo interno.

O mercado de soja nos principais estados produtores do Sul e do Centro-Oeste apresenta um quadro marcado por bom desenvolvimento das lavouras, ritmo ainda contido de comercialização e atenção redobrada à logística e ao armazenamento. Segundo a TF Agroeconômica, as condições climáticas mais favoráveis em parte do país sustentam o potencial produtivo, enquanto os preços seguem refletindo a entressafra e as particularidades regionais de consumo e escoamento.

No Rio Grande do Sul, as chuvas frequentes garantem desenvolvimento vigoroso das lavouras em estágio vegetativo, com área plantada estimada em 6,74 milhões de hectares. As precipitações do fim de dezembro e início de janeiro reforçaram as reservas hídricas, essenciais para as próximas fases da cultura. O escoamento pelo Porto de Rio Grande permanece estável, com preços alinhados à paridade de exportação e baixa liquidez, enquanto o sistema de armazenamento se prepara para uma safra de recuperação após perdas severas no ciclo anterior.

Em Santa Catarina, o mercado segue sustentado pelo consumo interno das cadeias de proteína animal, o que confere maior estabilidade aos preços. A produção deve manter patamar próximo ao ciclo anterior, com leve aumento de área compensado por desafios climáticos pontuais. A comercialização é favorecida pela demanda constante das fábricas de ração, reduzindo a influência direta das oscilações externas.

No Paraná, o cenário é de otimismo produtivo, com projeção de 22 milhões de toneladas e 90% das lavouras avaliadas em boas condições. A colheita avança lentamente, concentrada no Oeste, enquanto o armazenamento se prepara para receber volume próximo ao recorde histórico. No Mato Grosso do Sul, a expansão de área em 6% eleva a expectativa de produção para 15,2 milhões de toneladas, com lavouras majoritariamente em bom estado, mas com mercado ainda pressionado e foco na organização logística.

Em Mato Grosso, a colheita começa a ganhar ritmo e a produção estimada alcança 47,2 milhões de toneladas, apesar da queda frente ao recorde anterior. O principal desafio segue sendo o custo do frete, acima dos níveis do ano passado, aliado à pressão sobre a capacidade de armazenamento, fatores que impactam diretamente o poder de negociação dos produtores.

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