Fonte: Agrolink
Riscos climáticos e menor oferta colombiana influenciam cotações do arábica.
As preocupações com os possíveis efeitos do El Niño sobre a próxima safra brasileira de café estiveram entre os fatores que impulsionaram as cotações do arábica durante outubro. Apesar dos movimentos de alta registrados em determinados períodos, o mercado também enfrentou pressões de baixa, encerrando o mês com preços domésticos praticamente estáveis.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as condições climáticas nas regiões produtoras brasileiras tiveram papel importante no comportamento das cotações. As chuvas registradas ao longo do período favoreceram as floradas da safra 2027/28, contribuindo para movimentos de queda nos preços.
O ritmo elevado dos embarques brasileiros também exerceu pressão sobre as cotações, tanto no mercado doméstico quanto no internacional.
Em sentido contrário, as incertezas relacionadas ao El Niño contribuíram para a valorização do café em alguns momentos. A preocupação com seus possíveis impactos sobre a produção brasileira foi acompanhada por fatores ligados à disponibilidade do grão no mercado internacional.
Entre eles, o Cepea destaca os dados de menor produção na Colômbia e a recuperação lenta dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures), que também favoreceram movimentos de alta.
Além das condições de oferta e das perspectivas climáticas, a valorização expressiva do dólar frente ao real no final de outubro influenciou o comportamento dos preços.
Dessa forma, a combinação entre expectativas para a safra brasileira, disponibilidade internacional e oscilações cambiais provocou variações nas cotações ao longo do mês. Mesmo com esses movimentos, o café arábica encerrou outubro com preços no mercado brasileiro próximos aos registrados no início do período.