Café e cacau seguem em trajetória de alta na bolsa de Nova York

O cacau foi o destaque no pregão desta terça-feira, com elevação de quase 3%

Os preços do café e do cacau seguem firmes na bolsa de Nova York enquanto persiste no mercado as preocupações com a oferta das commodities. Destaque para o cacau, cujos contratos para março de 2025 avançaram 2,94%, a US$ 9.236 a tonelada.

De acordo com análise do site Barchart, as cotações estão rondando uma máxima em dois meses, devido às recentes chuvas fortes registradas na Costa do Marfim, que levaram a relatos de altas taxas de mortalidade de brotos de cacau nas árvores por causa da chuva pesada.

Além disso, o site destaca que o recuo dos estoques globais de cacau são um fator a mais de alta para os preços. Os estoques de cacau monitorados pela bolsa de Nova York caíram para uma mínima de 19 anos nesta terça, para 1,51 milhão de sacas.

Cacau

O café não para de subir na bolsa, e já alcança os maiores valores dos últimos 27 anos, segundo o site Barchart. Os lotes para março avançaram 1,33%, para US$ 3,0885 a libra-peso.

“Os preços do café estão subindo devido à preocupação com danos de longo prazo causados pelas condições de seca no Brasil. A precipitação no Brasil tem sido consistentemente abaixo da média desde abril, danificando os cafeeiros durante o estágio de floração e reduzindo as perspectivas para a safra de arábica do Brasil em 2025/26”, ressaltou a publicação.

Açúcar

Nos negócios do açúcar em Nova York, os papéis futuros para março subiram 1,99%, a 21,57 centavos de dólar por libra-peso.

Suco de laranja

O suco de laranja também avançou na sessão. Os contratos para janeiro registraram alta de 1,74%, com a cotação de US$ 5,2205 a libra-peso.

Algodão

O algodão, por sua vez, ficou praticamente estável nesta terça. Os lotes para março recuaram apenas 0,06%, a 71,68 centavos de dólar por libra-peso.

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