Brasil tem potencial para liderar agropecuária sustentável.

Fonte: Agrolink

O desafio global está em mudar os incentivos econômicos.

O Brasil reúne condições únicas para assumir a liderança global em agropecuária sustentável num momento em que o tema perde força em países desenvolvidos, como os Estados Unidos. A avaliação é de Dhanush Dinesh, fundador e chief climate catalyst da Clim-Eat, organização internacional que defende uma agricultura climaticamente inteligente. Segundo ele, o país alia capacidade científica e estrutura produtiva com potencial de escalar soluções em larga escala, o que o coloca em posição estratégica nas discussões sobre o clima.

Dinesh é um dos anfitriões da Global CSA Conference, realizada em Brasília pela Clim-Eat em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e dos Países Baixos e a Universidade de Brasília (UnB). O evento serve como preparação para a COP30, que ocorrerá em Belém, reunindo pesquisadores, investidores e formuladores de políticas públicas. 

O especialista afirma que o principal resultado esperado é levar à conferência soluções práticas para reduzir as emissões da agropecuária, com foco em tecnologias voltadas à saúde do solo, nutrição de plantas e inovação na pecuária. “Essas inovações são principalmente científicas. Mas na COP30, eles vão negociar sobre palavras e coisas assim. Então o que queremos fazer é dizer: aqui estão as soluções, muito concretamente. Essas são algumas opções. Aqui estão as pessoas trabalhando nisso. Aqui estão as pessoas dispostas a ajudá-lo a desenvolvê-las ainda mais. Então, aqui está a solução que você pode adotar”, comenta.

Para ele, o desafio global está em mudar os incentivos econômicos e transferir poder para sistemas alimentares mais inclusivos e sustentáveis. Dinesh acredita que o Brasil pode ser o protagonista dessa transformação, aproveitando sua capacidade de pesquisa, o programa ABC+ e o compromisso crescente com práticas de baixo carbono. “O Brasil tem muito a oferecer. O Brasil tem o tipo de arquitetura que, se você quer fazer algo, pode fazer rapidamente e em grande escala. E há a expertise”, indica.

“O Brasil tem capacidade de pesquisa interna; ele tem os mercados e sistemas para escalar rapidamente. Então, pode ser feita [mudança real, impacto]. Hoje, na conferência, eles mencionaram o ABC+. O Brasil está mostrando liderança, e acho que pode fazer ainda mais”, conclui.

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