Fonte: Café Point
Faltando poucos dias para 1º de agosto, quando deverá entrar em vigor o tarifaço de 50% sobre as exportações de café do Brasil para os EUA, as negociações do governo brasileiro com o governo americano avançam devagar.
De acordo com o Boletim, o esforço maior nas negociações tem sido de empresas, torrefações e entidades americanas, que estão em Washington tentando isentar os cafés importados do Brasil das tarifas anunciadas por Trump.
“Deputados americanos emitiram uma carta com apoio bipartidário ao chefe da agência comercial dos Estados Unidos, a USTR, pedindo a isenção do café das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump para diversos países e de outras que possam ser anunciadas pelo governo no futuro”, destaca o informativo. O Brasil é o maior fornecedor de café para os EUA.
A colheita da nova safra brasileira 2025/2026 avança rapidamente e já passa dos 70%. Os números das duas colheitas, arábica e canéfora, estão confirmando as previsões de agrônomos e cafeicultores: uma safra maior para o canéfora e menor para o arábica, na comparação com 2024.
“O benefício da nova safra de arábica preocupa. Os números apontam para uma quebra na renda acima da usual. Em nossa opinião, no mercado cafeeiro, os fundamentos permanecem os mesmos: estoques historicamente baixos, tanto nos países produtores como nos países consumidores, clima irregular e equilíbrio precário entre produção e consumo mundial”.
Contratos de arábica
Os contratos de arábica com vencimento em setembro próximo na ICE Futures US, em Nova York, oscilaram na sexta (25) 1.020 pontos entre a máxima e a mínima, e fecharam valendo US$ 2,9755, com perdas de 730 pontos. Na quinta (24) subiram 350 pontos e, na quarta (24), 500 pontos. Em 2025, até o fechamento da sexta (25), estes contratos para setembro próximo somam queda de 445 pontos.
Contratos de robusta
Na ICE Europe, os contratos de robusta para setembro próximo bateram, na máxima do dia, em US$ 3.388 por tonelada, alta de US$ 39. Fecharam o pregão valendo US$ 3.228, baixa de US$ 121. Na quinta (24), subiram US$ 49 e, na quarta (23), US$ 11.
Na terça (22) tiveram ganhos de US$ 102 e, na segunda (21), recuaram US$ 161. Somaram queda de US$ 120 na semana passada e subiram US$ 132 na semana retrasada. Em 2025, desde o dia 28 de janeiro, até esta sexta (25), esses contratos de robusta para setembro próximo acumularam queda de US$ 2.116 por tonelada.
Contratos futuros em R$
Em reais por saca, os contratos para setembro próximo na ICE Futures US fecharam a sexta (25) valendo R$ 2.189,20. Terminaram a sexta retrasada (18) valendo R$ 2.244,15.
Mercado físico
As fortes e repentinas oscilações nas bolsas de Nova Iorque e Londres, dificultam o fechamento de negócios no mercado físico brasileiro, com poucos produtores dispostos a fechar negócios nas bases de preços oferecidas pelos compradores.
Há interesse comprador para todos os padrões de café. As vendas de conilon estão mais avançadas, com volume maior de negócios fechados.
Embarques e certificados de origem
Até o dia 24, os embarques de julho estavam em 1.421.738 sacas de arábica, 350.047 sacas de conilon, mais 179.195 sacas de solúvel, totalizando 1.950.980 sacas embarcadas, contra 1.827.543 sacas no mesmo dia de junho.
Até o mesmo dia 24, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em julho totalizavam 2.281.564 sacas, contra 2.119.231 sacas no mesmo dia do mês anterior.