Benefícios do Café.

A história do café começa no século VII, originário da Etiópia . A palavra café vem da palavra árabe: qahwa, que significa vinho devido a importância que a bebida passou a ter para o mundo árabe. Conta a lenda que um pastor observou que as suas cabras ficavam mais espertas ao comer as folhas e os frutos do cafeeiro, então os monges da região começaram a usar uma infusão dos frutos para resistir ao sono enquanto oravam.

Uma das paixões nacionais, o café é a segunda bebida mais consumida no Brasil e no mundo, perdendo só para a água. O Brasil é o maior exportador de café do mundo, posto que detém há mais de 150 anos. E é o segundo país que mais consome a bebida, perdendo apenas dos Estados Unidos. O café é um alimento funcional, aquele que traz efeitos benéficos para o organismo e nutracêutico, que ajuda na prevenção e/ou tratamento de doenças. Além da cafeína, contém nutrientes, como minerais (fósforo, magnésio, manganês, cálcio, potássio, boro e zinco), contém vitaminas do complexo B (ácido fólico, tiamina, niacina, riboflavina e o ácido pantotênico).

Ele também possui uma ação antioxidante, analgésica, anti-inflamatória, antigripal, digestiva, diurética, estimulante e excitante. Além disso, melhora a atenção e a concentração; previne o declínio mental que surge com o envelhecimento, melhora a memória de longo prazo, diminui o risco de acidente vascular cerebral (derrame), principalmente em mulheres.

Uma pesquisa de Harvard mostra a ação antidepressiva do café, devido ao aumento da produção de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina. Ele tem também uma ação termogênica, então, é um forte aliado na prática de exercício e nos programas de emagrecimento. Estudos na Dinamarca apontam que ele ajuda a diminuir a glicose e melhora a resistência insulínica, devido a presença de cafestol, que é uma substância bioativa encontrada no café. Outro estudo publicado esse ano, feito por pesquisadores do Reino Unido, mostra que beber de uma e meia a três e meia xícaras por dia diminui em até 30% o risco de morte. Estudos anteriores destacam que quantidades moderadas de café reduzem o risco de doenças cardíacas, alzheimer, parkinson, diabetes, doenças hepáticas e câncer de próstata.

Vale lembrar que café e cafeína não são a mesma coisa. Café é a semente do cafeeiro, já a cafeína é um alcalóide existente no café, no chá, no mate, na sementes de cacau e no guaraná. A cafeína é um fitoquímico, com ação estimulante, que bloqueia receptores de adenosina, que são moléculas que nos induzem ao sono e ao cansaço e aumenta a transmissão de dopamina, que é um neurotransmissor que produz a sensação de prazer e alegria.

O olfato é o sentido mais importante para as nossas emoções. A relação entre o cheiro e a emoção está relacionado ao sistema límbico, também conhecido como cérebro emocional, que é responsável pelas respostas emocionais, o comportamento e a memória. Conforme estudo realizado nos Estados Unidos, o cheiro do café por si só já causa efeito positivo no corpo. Gera sensações de conforto e prazer. Aumenta a disposição e pode melhorar a performance no ambiente de trabalho e acadêmico. O ideal são quatro xícaras pequenas de café por dia, cerca de 200ml. Sempre que possível, dê preferência ao café orgânico e coado na hora, porque em 15 minutos ele já oxida e já não fica tão bom. E devemos lembrar que a cafeína inibe a absorção de ferro e aumenta a excreção urinária de cálcio, por isso, deve ser usada com moderação em crianças, grávidas e idosos, em pessoas com anemia e osteoporose. E o excesso do café pode provocar insônia, nervosismo, inquietação, desconforto gastrointestinal, alteração no ritmo cardíaco (taquicardia) e aumento da pressão arterial.

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