Aprenda a fazer o manejo da lagarta-preta da soja.

Fonte: Agrolink

Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação.

Spodoptera cosmioides, popularmente conhecida como lagarta-preta da soja, vem se destacando como uma das pragas mais agressivas para as culturas de sojamilho e algodão no Brasil. Segundo Gabriel Barros, Professor Licenciado em Ciências Agrárias, conhecer suas características é fundamental para o controle eficiente e a redução de danos nas plantações.

Essa lagarta possui marcas específicas para sua identificação. Apresenta listras alaranjadas e uma linha médio-dorsal fina e amarela ao longo do corpo. Um dos sinais mais evidentes é o “Y” invertido na cabeça, que facilita o reconhecimento no campo. Os adultos têm coloração marrom, com diferenças entre machos e fêmeas, e a postura dos ovos é feita em massa, protegida por escamas produzidas pela fêmea.

O perigo da lagarta-preta reside na sua agressividade superior às outras espécies do gênero Spodoptera. Ela ataca diversas partes da planta, como folhas, hastes e vagens, podendo causar grandes prejuízos à produtividade se o manejo não for realizado a tempo. Por isso, o monitoramento constante é essencial para identificar o início da infestação.

Para controlar essa praga, Barros recomenda o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina o monitoramento, o uso de armadilhas, o controle biológico e a aplicação seletiva de inseticidas. Essa estratégia promove o controle eficiente da lagarta-preta, reduzindo a necessidade de produtos químicos e minimizando impactos ambientais, além de proteger a saúde da lavoura e do produtor.

O uso do MIP também contribui para a sustentabilidade da agricultura, garantindo que as plantas possam se desenvolver com menos estresse e proporcionando colheitas mais produtivas e de qualidade. Dessa forma, o manejo adequado da lagarta-preta da soja é um passo fundamental para o sucesso das culturas no Brasil.

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