Colheita da safra brasileira 2025/26 de café tem ritmo inicial lento e está em 7%.

Fonte: Revista Cafeicultura

 De acordo com o acompanhamento semanal de Safras & Mercado, até o último dia 13 de maio, a colheita da safra de café 2025/26 no Brasil estava em 7%, o que representa um avanço de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos mal haviam começado. O ritmo está atrasado em comparação ao mesmo período do ano passado e também abaixo da média das últimas cinco safras (2020-2025), ambas com 10% da produção colhida até esta data.

Segundo o consultor de Safras, Gil Barabach, a colheita de café no Brasil começa a ganhar um pouco mais de ritmo, mas ainda segue lenta. “As chuvas têm prejudicado os trabalhos, especialmente nas áreas de conilon/robusta do Espírito Santo, Bahia e a Rondônia, assim como em parte da região de arábica das Matas de Minas. A decisão de alguns produtores de adiar o início da colheita, aguardando uma melhor maturação dos frutos ou a diminuição da umidade, também contribui para o andamento mais moroso das atividades”, aponta.

A colheita de canéfora (conilon/robusta) do Brasil alcança 11% da produção, abaixo dos 16% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 17%. A elevada umidade é um fator que justifica esse andamento mais lento. “Apesar do ritmo dos trabalhos abaixo do esperado, os resultados preliminares mantêm a previsão de uma safra grande de conilon/robusta, especialmente no Espírito Santo”, coloca.

No caso do arábica, indica o consultor, os trabalhos estão ainda mais lentos devido à maturação mais tardia, às chuvas e a um produtor menos disposto a iniciar a colheita precocemente. “Isso contraria as expectativas iniciais, que apontavam um início mais apressado, o que resultaria em um percentual mais elevado de colheita antecipada”, avalia.

A colheita do café arábica alcança apenas 4% da produção total, especialmente em altitudes mais baixas e aos lugares mais quentes. O volume colhido fica abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 6% das últimas cinco safras. “O baixo percentual colhido e beneficiado é cedo para uma avaliação mais precisa, já que o volume colhido até agora ainda é baixo e a maioria dos grãos ainda está muito verde”, diz.

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